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O CEO da Huawei, Ken Hu, discursou sobre a Indústria 4.0 na 15ª Conferência de Empresas Alemãs da Ásia-Pacífico (APK 2016). Incentivando líderes de negócios, tecnologia e governos a trabalharem juntos, Hu afirmou que é necessário identificar e concordar sobre as capacidades fundamentais que fomentarão o desenvolvimento dessa iniciativa.

A Indústria 4.0, também conhecida como a quarta revolução industrial, tem origem na Alemanha e tem sido adotada pelas principais potencias industriais do mundo. Porém, ainda não existem padrões unificados em torno da Indústria 4.0. “A Indústria 4.0 promoverá o desenvolvimento social e terá um grande impacto sobre a competitividade de cada economia, mudando o cenário da indústria. Acreditamos que a Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) seja um habilitador central desta transformação. A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), uma robusta infraestrutura de nuvem e o desenvolvimento de software avançado, em particular, são três capacidades fundamentais que farão isto acontecer”, disse Hu.

IoT – Mais conexões, mais dados

Hu explicou que a IoT é a base da Indústria 4.0 e do mundo inteligente. A fim de libertar totalmente o potencial da quarta revolução industrial, as indústrias precisam de maior inovação em torno de sensores, chipsets e redes de banda larga.

All Cloud

A Huawei estima que, até 2025, mais de 85% das operações empresariais estarão na nuvem. Para atender esta demanda, nuvens específicas para a indústria começarão a surgir. Com serviços especiais para indústrias como as de finança, transporte e manufatura, as nuvens se diferenciarão entre si e fornecerão mais valor agregado do que as atuais soluções de nuvens públicas e privadas projetadas para uso geral.

Gerando valor dos dados

A Indústria 4.0 também exigirá software avançado e capacidades de desenvolvimento de aplicativos para obter valor dos dados na nuvem. “Isto transformará todo o sistema em um sistema inteligente onde a análise de Big Data e a inteligência artificial serão peças fundamentais desse quebra-cabeça”, completou Hu.

Hu também falou sobre a importância da integração da Tecnologia Operacional (OT, na sigla em inglês) com a TIC, e da maior integração dentro da própria indústria de TIC. Em relação à integração da OT com a TIC, habilidades profissionais e fontes de dados são as principais forças dos fabricantes, considerando que as empresas de TIC tenham fortes capacidades de rede, big data e inteligência artificial. Para a integração da TIC, a convergência das telecomunicações, softwares e aplicativos ajudarão a fornecer serviços em nuvem do tipo one-stop que poderão ser personalizados para uso empresarial.

“Na era da Indústria 4.0, desenvolver as pessoas é tão importante quanto desenvolver a tecnologia. Na era da Indústria 3.0, as máquinas faziam as coisas que as pessoas não conseguiam fazer. No entanto, de agora em diante, as máquinas realizarão tarefas que as pessoas podem fazer e é provável que façam melhor. Neste tipo de ambiente, é importante focar no desenvolvimento de nossas capacidades inerentemente humanas, mantendo as pessoas inspiradas e garantindo que elas tenham um forte senso de realização no que fazem”, Hu concluiu.


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Otavio Miguel

Administrador e autor do site. Apaixonado pelo que faz e fiel a Deus. Aluno de Engenharia de Computação na UTFPR.

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